
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Palavras num guardanapo

quarta-feira, 28 de julho de 2010
Não dá pra entender!

por mais que tentemos
não conseguiremos entender...
a vida...
mulheres...
MULHERES!
Quando Deus as fez
jogou fora
o manual de instruções
e até hoje o homem insiste
em encontrá-lo
ou pior,
em escrever um novo.
Pobre coitado!
Por mais que tente,
na sua racionalidade masculina,
perde tempo
em entender algo
que não se faz entender.
Quando querem algo
transformam o mais forte
dos mortais
em fracos;
naqueles que nada conseguem
quando o coração fala mais alto
e a razão insiste em dizer o contrário.
Cale-se razão!
Cale-se o coração!
Que nada...
Quando Deus fez o homem
lá no seu projeto
colocou que um ser iria tirar o seu sono,
deixá-lo intrigado,
triste,
feliz,
louco ou
desencontrado.
Não queria o mal do homem,
apenas dar-lhe companhia
e o fez com maestria
pois desde então
o homem,
mesmo desassossegado
busca sua companheira
para completar sua vida
tirando-lhe o sossego
mas dando-lhe
amor,
carinho
e vida.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Na caverna
terça-feira, 13 de julho de 2010
Dúvidas Chocolatianas (Para Tânia)

late?
Ou late o choco
no café com late?
Late o choco
choco do ovo
de Páscoa
que late
no chocolate
que deixa de latir
mas late
no café?
É tanta confusão
que me lambuzo
da massa,
do pó,
do doce,
do chocolate...
como se este fosse
o doce mais doce
e não o doce de batata doce.
ai que confusão!
mas o que importa
é que é doce,
doce confusão
que late daqui
late de lá
chocolate
café late
no leite
no doce
aroma
do choco,
do chocolate
que mesmo sem latido
late
chocolate!
domingo, 11 de julho de 2010
Manifesto do Eremita

Segue teu caminho...
Não te seguirei ou
quero que me sigas...
diante de tudo e de todos
declaro para o mundo
que eremitas se fazem
a partir da solidão
que lhes é infligida
por aqueles que um dia
cruzaram suas vidas
e da mesma forma,
um dia...
se esqueceram disso.
Parte rumo aos teus passos
conforme a vida lhe mostra
e diz ser o correto.
Esqueceste de vínculos
e de quantos influenciou
ao mudar teus rumos.
Machucaduras no peito do eremita
nunca cicatrizam,
ainda que faça uso
de bálsamos com ervas
colhidas no amargor de sua solidão.
Sinto-me eremita
ainda que com pessoas ao redor
pessoas que um dia fizeram parte
de minha vida e que agora
ao seguirem seus rumos
esquecem-se de olhar para trás.
Não os vejo ingratos...
egoístas e desmemoriados talvez
por não se lembrarem de outras vidas,
vividas, influenciadas
compartilhadas.
Segue teu passo
não olhes para trás
não faço parte de tua vida
de tua nova caminhada.
No fundo de minha alma,
ora transformada em caverna
sigo rumo aos passos
do eremita,
que ora se manifesta,
naquele que se isola
cansado de sofrer.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Busca

domingo, 2 de maio de 2010
Migalhas

Contento-me com migalhas
que me são lançadas
por mãos caridosas
como a alimentar
a fome que me vai na alma,
no coração...
Migalhas que já não me satisfazem,
que não saciam minha fome,
a dor da solidão,
o vazio que me vai na alma.
Migalhas que já nem sei se quero
que penso em deixar ali,
no chão, onde foram lançadas
para que aquelas mãos,
aqueles olhos,
aquele coração
perceba
que de migalhas
não se vive em plenitude.
Talvez seja hora
de bater asas para longe,
esquecer das mãos que
ali,
por tempos,
lançaram as mesmas migalhas
que me satisfaziam,
me deixavam feliz,
sorrindo,
como se viver fosse isso.
Voar, no entanto,
seria libertar-me
dos grilhões do solo,
para poder receber
o calor do sol,
em outros céus
de outros azuis,
sem olhar para trás,
sem nem mesmo
lembrar do gosto
das migalhas outrora recebidas.
As asas se abrem ao sol.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Difícil

domingo, 17 de janeiro de 2010
Saudade

Saudade
é como um bicho
que insiste em devorar
o coração de quem a sente.
Difícil dizer o tamanho e a espécie
do tal que insiste em incomodar, roer, mastigar.
Pior de tudo
é que saudade não tem cura,
não morre ou poder ser morta,
continua ali, crescendo
mastigando, roendo
fazendo doer o coração e até a alma.
Saudade de quem amamos,
de quem queremos por perto
e que mesmo quando vemos,
por minutos, horas, dias
ao viraemos as costas,
e nos despedirmos...
a saudade vem de novo
e recomeça a roer.
Bicho danado de dente doído!
Saudade, no fundo, no fundo
até que é boa de se ter,
porque saudade só temos
do que é bom,
de quem amamos,
do que nos fez bem.
Saudade do mal
não existe,
ninguém quer reviver
o mal que sentiu
e a dor que ele causou...
saudade só existe
quando mexemos nela,
coçamos daqui e dali
um pouquinho mais pro ladinho
e ela responde,
rói, roendo,
dói, doendo...
mas uma dor diferente
custosa, mas de força maior.
Saudade não acaba,
muda de lugar
insiste em remoer o coração
de quem a tem,
quem a contraiu
ao amar alguém
que nem sempre
está fisicamente perto.
Saudade na verdade
É cutucão de quem a sente
para não esquecer
que quem está longe,
está na verdade
dentro do coração
e da alma
de quem ama.
sábado, 16 de janeiro de 2010

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti.

